2016

Podia fazer isto em dezembro, mas sinto que podia fazer todo o sentido agora, pelo menos para mim. Tenho 23 anos e 2016 foi o pior ano da minha vida. Foi um ano de mudanças extremas, um ano em que bati tão no fundo do poço que pensei que nunca mais iria sair de lá. Num espectro mais positivo, aquele que me costuma caracterizar, sobrevivi. Eu consegui sobreviver. Arranjei casa, arranjei trabalho e consegui ter os meus gatos de volta. Sei que tenho os melhores amigos do mundo, e agradeço por isso. Fiz amizades novas incríveis! 2016 foi também o ano em que perdi a Sofia, e acho que ninguém sabe a falta que sinto de falar com ela às 4 da manhã, quando ambas já devíamos estar a dormir há horas! Foi um ano de viragem, de incertezas se iria conseguir sequer ficar neste país, se ia conseguir entregar-me a alguém. Mas consegui. E orgulho-me de mim, e tenho de me orgulhar de mim mais vezes. Orgulho-me também de todos aqueles que, não só, me deram a mão, mas como tudo o que tinham para dar! Se não fossem todos eles, honestamente, não sei onde estaria. E agradeço por isso, a todos vocês.

2017 está quase aí, e quero mesmo fazer coisas novas. Quero fazer mais daquilo que gosto, estar mais com aqueles de quem gosto. Quero crescer mais ainda como pessoa, e quero ser feliz. Sobretudo ser feliz. Se o karma existe eu sei que a minha vez vai chegar. Estou num ponto da vida em que aprendi a gostar mais de mim, a valorizar-me e dar-me mais importância a mim, como pessoa, às coisas que quero e gosto.

Que 2017 seja bom para mim, e para todos vocês.

Obrigada.

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